Uma marca gaúcha lançou uma caixa de lápis de cor com 12 tons de pele para conscientizar crianças sobre a importância da representatividade nos pequenos detalhes da sua formação. As cores do conjunto vão do bege claro, passando pelo amarelo, até o marrom mais escuro.
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Em entrevista para o GAÚCHAZH, a doutora em Sociologia e professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Elizabeth Mazeron Machado, garantiu que a criança tem uma infância mais saudável quando se reconhece no ambiente em que vive, inclusive quanto à cor de sua pele.
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“Esse tipo de iniciativa é fruto de uma imensa uta social da população negra. Abraçar as diferenças não é importante só para as crianças na sala de aula. É para todos, é para a democracia. Aquele lápis de cor salmãozinho, que era chamado de ‘cor de pele’ antigamente, só reforça estereótipos de exclusão racial”, pontua a profissional.
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A ideia TRIS, há 21 anos no mercado de material escolar, surgiu a partir de pesquisas e conversas com educadores, psicopedagogos e pedagogos que participam de um projeto da empresa, chamado Projeto Escola Criativa TRIS. O projeto trabalha diversos temas relacionados ao futuro da educação envolvendo professores, pais e a comunidade do entorno.
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“Mais do que uma necessidade nas escolas, entendemos que o produto é uma forma poderosa de trabalhar identidade e autonomia. E isso pode mudar a vida de muitas crianças que antes não se sentiam representadas em seus desenhos”, disse Guilherme Catta-Preta, diretor comercial da TRIS, para o Agora No RS.
O conjunto TRIS Mega Soft Color Tons de Pele será vendido em mais de sete mil lojas no país ainda neste ano.
crédito da foto: Divulgação
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