Nem mesmo a distância foi capaz de separar o casal Vilma Vargas dos Reis e Floregindo Ferreira dos Reis, seu Binho. Ele, morador de Rondonópolis. Ela, de Dom Aquino. Cidades de Mato Grosso, distantes cerca de 90 km.
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Eles se conheceram em 1973 quando Binho foi à Dom Aquino. “Quando eu cheguei em casa e o vi, eu disse: que homem lindo você é! De onde você apareceu? Surpreso e um pouco tímido ele me disse que tinha ido para batizar o meu irmão mais novo. Foi assim que nos conhecemos. Foi amor à primeira vista. Se ele quisesse casar, no dia seguinte eu já casava”, relata Vilma.
Após o batismo, e antes de Binho voltar para casa, Vilma o convidou para dançar valsa com ela na sua formatura da oitava série. Ele aceitou. Na véspera da formatura, em dezembro de 1973, ao saber que ele estava chegando, ela foi ao seu encontro e eles deram o primeiro beijo, embaixo de uma árvore. Começaram a namorar em seguida, com o consentimento dos seus pais.

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Como moravam distante um do outro, o principal meio de comunicação eram as cartas que trocaram durante um ano, do início do namoro até o casamento. Elas eram encaminhadas através de motoristas de ônibus e amigos que achavam uma loucura o namoro à distância, mas ajudavam. O amor entre os dois está registrado nessas cartas que guardam com carinho até hoje.
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Em maio de 1974 eles ficaram noivos e em dezembro do mesmo ano se casaram. “O casamento foi lindo. Foi no final da tarde sob a sombra das mangueiras. Eu estava realizando um grande sonho”, relembra Vilma. Após o casamento eles se mudaram para Rondonópolis, onde começaram a construir a vida a dois e tiveram três filhos, dois homens e uma mulher, que lhes deram oito netos, sete mulheres e um homem.

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Vilma e Binho não se desgrudam. Gostam de fazer tudo juntos. Assistir filmes e esportes, passear e escutar músicas. A preferida deles é “Não são palavras lindas”, do cantor Heleno.
Como todo casal, às vezes eles se desentendem. Quando isso acontece param tudo, conversam, pedem desculpas e encontram juntos a causa e a solução para o problema.
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Após 46 anos de casamento, acreditam não existir um segredo para um relacionamento duradouro e feliz. “É um conjunto de habilidades que a gente vai desenvolvendo e essas habilidades se complementam”, afirma Vilma.
“Cumplicidade, diálogo, compreensão e amor fazem parte desse conjunto. E eu agradeço a Deus até hoje pela vida que eu tenho. Eu considero uma benção divina a nossa vida. Agradeço muito ao criador por nos dar essa oportunidade de constituir uma família. É uma gratidão que eu vou levar eternamente”, completa Binho.


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*Texto e fotos por Dudu Magalhães
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