Sem conseguir abrir um sorriso, Luiz Gabriel da Silva Lima arregalou os olhos ao ver-se no espelho, na quinta-feira. No lugar do rasgo no lábio superior, que deformava o rosto e deixava à mostra seus dentes e gengivas, estavam os pontos costurados com linha preta. “Tá bonito”, disse o menino de 2 anos e 6 meses, no colo de Roseneide da Silva, a mãe. “Chorei antes da cirurgia, de preocupação e medo. Chorei depois, de uma emoção que não dá para explicar”, descreveu a dona de casa de 29 anos, que vive com o marido agricultor em um assentamento em Jaguaretama, a 250 km de Fortaleza.
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Luiz Gabriel e outras 249 crianças foram inscritas por seus pais ou parentes na última segunda-feira (15) no mutirão de cirurgias de correção de lábio leporino e de palato da organização internacional Sorriso em Fortaleza. A iniciativa ocorreu em parceria com as secretarias de Saúde municipal e do Estado do Ceará e com a Fundação Beija Flor. Das 250 crianças, 92 foram operadas no Hospital Infantil Albert Sabin, onde quatro salas de cirurgias foram reservadas para o mutirão. Luiz Gabriel recebeu alta na última sexta-feira (19).
O de Fortaleza, desta vez, envolveu 65 profissionais de saúde voluntários – de psicólogos e enfermeiros a pediatras e cirurgiões plásticos. Do grupo, 12 vieram de Honduras, do Peru, da Venezuela e dos EUA. O Albert Sabin é o único hospital infantil do Ceará e está habilitado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a fazer as cirurgias de correção. Em média, realiza 20 dessas operações por mês em crianças de até 14 anos. Mas atende a outras 28 especialidades e casos bem mais severos a cada dia.
Foto: Paulo Fabre/Divulgação – Leia a matéria na íntegra aqui. Texto de Denise Chrispim Marin.
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