Com seu próprio berçário de borboletas, Giovanna Pietra Pelissari, de 17 anos, moradora de Barreiras, interior da Bahia, ajuda os animais a sobreviverem no período que estão nos casulos desde 2018.
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Nessa fase, uma vespa parasita deposita os ovos dentro dos casulos, matando a larva das borboletas. Sabendo isso, ela e sua mãe, Dona Néia, decidiram fazer mais do que simplesmente observar essas lindas criaturas.
Como Dona Néia sempre gostou muito de plantas e tem um jardim cheio de flores, isso atraiu as borboletas que, logo, começaram a colocar os ovos nas folhas, resultando no nascimento das larvas.
“Decidimos colocar as larvas embaixo de escorredores de macarrão para protegê-las das vespas e conseguir ajudar o mundo a ter mais borboletas, já que elas, assim como diversos animais, estão sofrendo com as ações do ser humano no meio ambiente.”
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Segundo Giovanna, algumas pessoas geralmente matam ou passam veneno na planta, pois consideram as larvas como pragas. Mas, já que Dona Néia nunca gostou de matar os pobres bichinhos, decidiu observar de perto como eles se comportavam.
A borboleta deposita os ovos na planta que a larva se alimenta, então, quando a larva nasce ela não precisa se deslocar para outro lugar. Assim, só Giovanna e a família só precisam cuidar para que os insetos sempre tenham folhas saudáveis por perto.
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Metamorfose das borboletas
As borboletas possuem 4 fases: ovo, larva, pupa (casulo ou crisálida) e adulto. Com o passar do tempo, Dona Néia viu que elas estavam formando os casulos em outras plantas, no muro, no portão.
Ao mesmo tempo, o irmão de Giovanna, Mazinho, passou a ficar horas em frente as plantas analisando fatores como o tamanho que as larvas saiam pra formar a pupa, o que mudava no comportamento delas, quantos dias elas passavam comendo, entre outros.
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Depois, ele começou a pegar as borboletas que iam formar a pupa e colocar no quarto dele. Nessa fase, também começaram as observações de quanto tempo levava a transformação delas dentro das pupas, variando de acordo com a temperatura do local.

“Quando finalmente emergiam das pupas como borboletas, o quarto do meu irmão ficava muito lindo, com muitas borboletas voando. Mas, lógico, logo soltamos elas na natureza para seu ciclo continuar.”
Por morarem em uma casa afastada da cidade, a relação com animais começou cedo na família, tudo por influencia dos pais. Atualmente, eles tem 8 cachorros, mais de 15 gatos, criação de abelhas mamangabas e , claro, as borboletas.
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Ainda segundo Giovanna, no ano de 2020, emergiram mais de 500 tipos de borboletas, sendo as Monarcas (Danaus plexippus), uma das espécies que mais ocorres na região de Barreiras.
Confira o vídeo sobre o ciclo da espécie Monarca!
https://www.instagram.com/tv/CRmqZBHNsI5/?utm_source=ig_embed&ig_rid=26ce543f-84a3-4477-9ae2-1588043fa398

Quer mais uma razão para acreditar? Dá o play!
https://www.youtube.com/watch?v=xzK_sLvJ0Ko&t=1s
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