Em meio ao aumento de quase 90% nos casos de dengue, chikungunya e zika vírus, estudantes da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveram um tipo de inseticida natural para eliminar o Aedes Aegypti – o mosquito transmissor dessas doenças.
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A substância foi criada através de compostos de origem vegetal no Laboratório de Farmacognosia da universidade.
De acordo com Laila Espíndola, professora da Faculdade de Ciências da Saúde (FS) e pesquisadora do projeto “ArboControl”, as expectativas com o produto estão lá em cima.
“Esperamos, com este inseticida natural, nos livrarmos destes mosquitos resistentes que não morrem com os inseticidas sintéticos convencionais”, explicou.
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Nos próximos dias, os pesquisadores devem realizar os primeiros testes de eficácia do inseticida e já utilizá-lo ainda este mês, a começar pelo Instituto Central de Ciências (ICC).
“Como iremos jogar o inseticida direto na água para matar ovo, larva e pupa, esperamos acabar com o ciclo do mosquito”, detalhou a professora Laila.
Ela explicou também que o projeto ArboControl vai monitorar por 3 semanas dezenas de fêmeas do Aedes aegypti no ICC.

No mês passado, 150 armadilhas foram instaladas no complexo para capturar os mosquitos. Cada uma delas está envolta de um composto natural que atrai o inseto, e simula um reservatório perfeito para as fêmeas colocarem seus ovos.
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Após a captura, tem início a aplicação do inseticida, que ocorrerá durante cinco semanas ininterruptas.
Com os resultados em mãos, será possível acompanhar o ciclo de eclosão dos ovos do inseto e analisar a eficácia do produto, que pode ficar mais forte caso os mosquitos sejam excessivamente resistentes.

“Nós instalamos as armadilhas nos dias 27 e 28 de janeiro e já iniciamos o monitoramento. Dependendo do número de mosquitos presos na armadilha, vamos saber a quantidade naquela região. Essa etapa é importante porque somente com as armadilhas podemos analisar a quantidade de mosquitos antes, durante e após a aplicação do nosso produto”, afirmou Laila.
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Por enquanto, a equipe envolvida não prevê o uso da armadilha e do inseticida em outros pontos da universidade. Nas próximas semanas, o foco será aplicar e monitorar os dados próximo ao complexo do Instituto Central de Ciências (ICC).
Como sabemos, o mosquito fêmea coloca os ovos em locais que podem acumular água, principalmente neste período de chuvas, como em tampas, calhas e ralos.

Durante a fase de reprodução, o mosquito faz a chamada ‘oviposição’, quando coloca os ovos em focos de água ideais. Depois de 2 dias ocorre a eclosão, com a saída da larva.
Ela passa por 4 ciclos completos até virar a ‘pupa’, que emerge como mosquito adulto até dois dias depois.
Levando em conta que todo o processo de reprodução requer água, o inseticida do ArboControl será aplicado justamente nela. A expectativa é eliminar ovos, larvas e pupas antes que estes atinjam a fase adulta.
Fonte: UnB
Fotos: Beto Monteiro/Ascom UnB
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