A família Macías López nunca perdeu a esperança de encontrar seu bebê que foi roubado há 16 anos de um hospital do Instituto Mexicano de Previdência Social (IMSS) em Guadalajara, no México.
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Em 13 de dezembro de 2005, às 16h48, o menino nasceu na clínica do IMSS conhecida como Hospital Ayala Guadalajara. Uma mulher se passando por assistente pediátrica levou o recém-nascido menos de 24 horas após seu nascimento.
A mãe da criança, Rosalía López Martínez, disse que a impostora desde o início foi apresentada ao Hospital Ayala como parte da equipe médica que trabalhava no hospital, razão pela qual não desconfiou quando ela apareceu para lhe pedir que entregasse o garotinho.
Como desculpa, ela disse que precisava levar o menino para fazer alguns “testes clínicos”, quando na verdade levou-o embora consigo, sequestrando-o.
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Assim que deu o filho por perdido, sua mãe apresentou uma denúncia ao Ministério Público, mas a investigação preliminar não foi pra frente e o caso, covardemente, foi encerrado.
Por anos, seus pais biológicos continuaram a procurá-lo, inclusive postando com frequência nas redes sociais a única fotografia que tiraram dele na época.
No ano passado, Rosalía contratou um especialista particular para fazer um retrato computadorizado de como seria o rosto de seu filho agora na adolescência.
Com a imagem em mãos, ela e Yassef, seu marido, pediram ajuda aos internautas da internet para que a compartilhassem, na esperança de ter novas notícias.
Não demorou muito para o pai do menino receber uma denúncia anônima com uma pasta contendo fotos de onde o adolescente estava.
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Com o auxílio da Comissão de Busca da Polícia Zapopan, eles viajaram até o município de El Salto, onde, apesar das poucas esperanças, enfim encontraram seu filho, “Chavita”.
O jovem forneceu seu DNA para testes, que foi comparado aos de Yassef Macías e Rosalinda López. Pouco depois, veio a constatação: 99,9% de compatibilidade!
Em entrevista ao portal Upsocl, Angélica López, tia do jovem, lembrou como foi um pesadelo esperar o resultado do exame naquele dia. “Procuramos por seu paradeiro uma vida toda”, disse.

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O procurador do Estado, Luis Joaquín Méndez Ruiz, confirmou que a partir desta quinta-feira (17), o jovem já se encontra com os pais biológicos e disse que “vai continuar com os protocolos correspondentes para apurar como ocorreram os fatos, e descobrir a verdade”.
De acordo com Luis, o rapaz está em processo de adaptação e ainda chocado em saber que aqueles que o criaram não são seus pais biológicos. “Ele descobriu que tem dois irmãos mais novos e está se adaptando”.
Em entrevista ao portal Milenio, Rosalía agradeceu o apoio que recebeu para finalmente encontrar seu filho.
“Estamos todos muito felizes, é algo que não se explica com palavras, sou grata a todas as pessoas que me apoiaram pelo retrato que espalhamos e bem, aqui estamos ajudando meu filho a se entender, mas pouco a pouco vamos conseguir e mais do que isso não estaremos sós aqui na cidade.”

Agora os pais com quem “Chavita” morava estão sendo investigados para que expliquem como o menino veio para os braços deles, como conseguiram sua certidão de nascimento no registro civil e como o matricularam na escola primária e secundária.
Suspeita-se que tenham fraudado todos esses documentos.
“Chava” vendia sucos para sustentar a mãe que o criou e que está se recuperando de um câncer. Até agora nada se sabe sobre a suposta enfermeira que roubou o bebê em 2005.
Fonte: Upsocl
Fotos: Arquivo pessoal
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