Uma nova terapia contra o câncer destruiu completamente tumores avançados nos ovários e no intestino em apenas 6 dias de tratamento.
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Agora, espera-se que os ensaios clínicos em humanos comecem nos próximos meses, depois que os resultados em camundongos foram descritos como “muito promissores”.
Nessa primeira etapa da pesquisa, medicamentos do tamanho de uma cabeça de alfinete foram utilizadas para fornecer uma proteína que estimula o sistema imunológico e enfraquece o tumor.

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“Nós administramos o medicamento em doses diárias, onde é necessário, até que o câncer seja eliminado”, disse o Dr. Omid Veiseh, da Rice University em Houston, Texas, que perdeu um amigo muito querido devido ao câncer.
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“Uma vez que determinamos a dose correta – quantas doses precisávamos – fomos capazes de erradicar tumores em 100% dos animais com câncer de ovário e em sete dos oito animais com câncer colorretal.”
As pequenas esferas medicamentosas têm um invólucro protetor contendo células projetadas para produzir a interleucina-2. Elas podem ser usadas para combater os cânceres mais letais, incluindo os de pâncreas, fígado e pulmões.
Agora, na fase seguinte do estudo que se estende até o fim de 2022, elas serão implantadas em pacientes por meio de cirurgia minimamente invasiva ou via oral.

Para chegar ao composto, a equipe escolheu apenas componentes que já haviam se mostrado seguros para humanos.
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Os medicamentos foram inseridos internamente, ao lado dos tumores em roedores de laboratório, e dentro do revestimento da cavidade abdominal, um revestimento semelhante a um saco que sustenta os intestinos, ovários e outros órgãos abdominais e limita a exposição em outros lugares.
“Um grande desafio no campo da imunoterapia é aumentar a inflamação tumoral e a imunidade antitumoral, evitando os efeitos colaterais sistêmicos de citocinas e outras drogas pró-inflamatórias”, disse o professor Amir Jazaeri, da Universidade do Texas.
“Neste estudo, demonstramos que as ‘fábricas de medicamentos’ permitem a administração local regulável de interleucina-2 e a erradicação do tumor em vários modelos de camundongos, o que é muito emocionante”.

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A interleucina-2 é uma citocina, isto é, um tipo de proteína que o sistema imunológico usa para reconhecer e combater doenças, que foi aprovada como tratamento contra o câncer nos EUA.
A autora principal do estudo, Amanda Nash, estudante de pós-graduação no laboratório do Dr. Veiseh, disse que os medicamentos provocam a resposta imune mais forte até o momento já vista na comunidade médica.
Para ela, essa novidade abre portas no tratamento de alto nível contra os cânceres de pâncreas, fígado, pulmões e outros órgãos.

Na pesquisa, publicada esta semana na revista científica Science Advances, os cientistas também mostraram que conseguem administrar com segurança um segundo curso de tratamento caso o câncer resista.
O câncer colorretal é um dos cânceres mais comuns, enquanto o ovário é particularmente letal porque geralmente é diagnosticado apenas em seus estágios finais.
A Avenge Bio, uma startup sediada em Massachusetts co-fundada pelo Dr. Veiseh, licenciou a tecnologia de “fábrica de citocinas”. Em breve, ela poderá ser disponibilizada em larga escala!
Assista ao vídeo abaixo:
Fonte: Rice University
Fotos: Jeff Fitlow/Rice University
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