“(…) só é inovador aquilo que melhora a vida das pessoas.”

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Já deu para perceber que há um movimento mundial de questionamentos sobre os rumos do planeta, e não estou falando só de sustentabilidade ambiental. Os assuntos humanitários também estão em alta e até o mercado começou a levá-los em consideração. O capitalismo está deixando sua selvageria um pouco de lado. Sem perder o lucro, claro! Isso acontece porque o consumidor está cada vez mais consciente dos seus direitos e deveres e também está atento às ações que as empresas- em particular as grandes-realizam para , sem demagogia, ajudar o próximo.

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São novos conceitos que tentam integrar diferentes realidades, como é caso do Brasil, palco de diversidades culturais e, agora, dos grandes eventos mundiais. E quem está inteirado dessa demanda busca aproveitar os benefícios dessa visibilidade. A empresa Mandalah, criada por Lourenço Bustani, 32 anos, junto com o publicitário Igor Botelho, trabalha justamente com essa ideia (que já falamos no começo do RPA aqui) .

“Para nós, o novo pelo novo não serve. Acreditamos que só é inovador aquilo que melhora a vida das pessoas e deixa um legado positivo para a sociedade. Por isso desenvolvemos projetos com a finalidade de criar, junto de organizações de todos os perfis e setores, produtos, serviços, visões de marca e culturas internas que equilibrem lucro e propósito. Existimos nesse círculo mágico no qual a empresa ganha, prospera, mas devolve obrigatoriamente um efeito benéfico para os cidadãos e para o mundo”, Victor Cremasco, Relações Públicas na Mandalah.

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Entre seus clientes estão grandes marcas como a Natura, General Motors, Petrobras e Pepsi. Seus 50 funcionários estão distribuídos em seis cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, onde fica sua sede, Nova York, Cidade do México, Berlim e Tóquio. Na prática, a Mandalah aplicou esse conceito novo do mercado em um trabalho para a Nike no Rio de Janeiro. Levando em conta os eventos que irão acontecer na cidade, a empresa  recomendou trocar as ações espetaculares de marketing pela participação em atividades que deixem um legado para a população. Atualmente a marca patrocina torneios de futebol para jovens de baixa renda como os do Futebol Social, reformas de rampas de skate e a escola de surfe do Favela Surf Clube. Essa alternativa de casar lucro com impacto social positivo está se firmando cada vez mais, porque “Não vão sobreviver a longo prazo empresas que não souberem entender e agir de forma mais responsável no seu contexto de mundo”, afirma Victor.

Nessa equação todos saem ganhando!

Texto da Kelly Ribeiro.

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