Em abril deste ano, a cidade de Itapetim, a 400 km de Recife, tinha o maior índice do Estado de Pernambuco de infestação pelo mosquito Aedes aegypti: 13%, ou seja, 13 imóveis com focos em cada 100.
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Por conta do corte dos repasses estaduais e federais para o combate ao mosquito, as autoridades locais tiveram que apelar para um exército de peixinhos contra o agente transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus.
As piabas têm de 4 a 5 centímetros. Elas são colocadas em reservatórios fechados e abertos (tonéis, caixas d’água e principalmente cisternas, pois o Aedes aegypti adora lugares escuros e com água parada para se reproduzir).
“Entramos na internet e vimos um estudo feito no Rio Grande do Norte. Um colega nosso que já tinha trabalhado em outra cidade com esse método da piaba disse que lá eles conseguiram controlar os mosquitos. Eu o contatei e ele veio nos ajudar a fazer o mesmo”, disse Edinaldo Hollanda, agente de saúde da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e coordenador de Combate às Endemias no município, à BBC Brasil.
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Hollanda explica que as piabas se alimentam dos ovos depositados pelo mosquito nas paredes impedindo que eles virem mosquitos. “Em cada casa que chegamos, usamos uma piaba ou duas, a depender do tamanho do reservatório. Então às vezes você usa até dois kits em uma residência. A gente usa em torno de 2 mil a 2.500 piabas por semana”, diz.
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Fotos: BBC Brasil
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