Professor se monta de drag para falar sobre gênero e sexualidade aos alunos de cursinho

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O professor de português Jonathan Chasko, do cursinho pré-vestibular oferecido pela Unioeste, em Cascavel, Paraná, vê a sala de aula como um espaço onde o professor pode discutir com os alunos questões sociais importantes a partir do conteúdo ensinado.

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“Eu entendo a sala de aula como um espaço de formação social, não somente de conteúdos maçantes desprendidos da realidade, tento sempre, ao máximo, abordar temas polêmicos e da sociedade para discutir com os alunos visões de mundo que os outros espaços de formação, como a igreja, o lar, entre outros nem sempre dão conta”, disse Jonathan em entrevista para o blog LAISLAINY.

No último dia 17, quem deu a aula de “artigos definidos e indefinidos” não foi Jonathan, mas a Sofia Ariel, a drag queen do professor. A ideia era abordar a intolerância e o ódio que a comunidade LGBT sofre por conta da sua orientação sexual e de gênero.

A reação dos alunos preocupava bastante Jonathan porque o preconceito está “mais enraizado do que imaginamos”. Mas, logo os olhares de admiração pela sua coragem dominaram a atmosfera da sala de aula.

“Eles puderam compreender que não há apenas a heterossexualidade e a homossexualidade, que existem muitas outras sexualidades e que nascer com um ou outro corpo não significa, necessariamente, que as pessoas vão se identificar com as práticas que são consideradas masculinas e femininas”, conta Jonathan.

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As impressões dos alunos foram as melhores possíveis. “Desde o primeiro momento o professor Jonathan deixou claro que iria tocar em assuntos polêmicos. Ele fala de português, gramática mas também leva determinados assuntos diferenciados para comentar. É uma coisa bacana, porque descontrai e chama atenção”, disse Karol.

“Quando levou a Sofia, o professor proporcionou uma visão diferente. Levou o que muita gente não tinha e encaixou o assunto de forma coerente, deixando as pessoas mais à vontade. Ninguém ficou sem vontade de aprender mais”, completa Renan.

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Capa: LAISLAINY

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46 COMENTÁRIOS

  1. Só uma correção. Isso é em Cascavel, Paraná. Não São Paulo.

  2. Ensinar português ninguém ensina né? Faça me o favor. Os pais estão pagando pras crianças terem ensino de qualidade e não sua doutrinação.

    • Os pais não estão pagando, o cursinho da UNIOESTE é gratuito. Não são crianças, os alunos do cursinho. A Universidade é contra a exclusão, contra todas as formas de preconceito e contra qualquer violência contra a comunidade LGBT. De acordo com as DCE (Diretrizes Curriculares Estaduais) (PARANÁ, 2008) e com os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) (BRASIL, 1998), o professor de Língua Portuguesa não deve apenas ensinar Gramática e Produção Textual, ele deve levar o aluno a entender os fenômenos que circundam a sociedade de forma crítica, combatendo, inclusive, preconceitos. O papel da escola é formar cidadãos que atuem em nossa sociedade com respeito e dignidade, não formar sujeitos biônicos, muito menos educados apenas para servir o estado seivador e estuprador mental.

    • Os professores de português também preparam os alunos para a prova de redação, uma das que mais reprovam no enem e vestibular, nem tanto pelo fato do aluno não saber ortografia, pontuação ou as conjunções, mas por falta de conteúdo, de conhecimento e de argumentos. Desde que eu estava na escola, nas aulas de português ocorriam debates sobre temas atuais e polêmicos, possíveis temas nas provas. Agora, vai ser doutrinação levantar qualquer questão inovadora para a sala de aula? A menos que os examinadores sejam obrigados a elaborar temas como “Minhas férias”.

  3. Sala de aula é pra matéria específica, no caso Português, não pra teatro.
    Com professores desse nível é que se explica a falência da educação no Brasil.

    • As salas de aula não são fábricas Fábio, os alunos não aprendem em uma sala de aula que mais parece um chão de fábrica (uniforme, mesas enfileiradas, sinal sonoro, etc), teatro no que se refere neste caso foi ele ter ido vestido de drag queen, para falar sobre gênero, que também é uma grande temática dentro da disciplina de Português. Por isso, não culpe os métodos inovadores que professores tem usado para atrair o aluno para dentro da sala de aula, pelo sistema educativo do Brasil estar falindo, com relação a isso, é outra história.

    • Antes de se preocupar com a aula de biologia, se concentre na aula de português… CONSEGUE* #CuidadoComABurra

    • Consegue sim, todos conseguem, só em alguns casos, como o seu, não deviam

    • Na aula de biologia a gente aprende que todas as espécies de animais possuem indivíduos homossexuais ou com tendências e estou falando isso a nível de graduação.

      • eu não sabia que davam foco pra isso nas aulas de biologia. Aprendi sobre o metabolismo celular, os filos, a anatomia humana e por ai vai. É.. são os novos tempos.

    • E numa aula de estupro e tortura, ele poderia chamar o Jair Bolsonaro 😀

      • Sim, mostrando como é a proposta de punição para estupradores, ou prefere a medida Maria do Rosário que trata as “pobres vítimas da sociedade” com leite e biscoito?

  4. Quanta ignorância! Em que mundo vocês vivem? Não é a toa que há tanta intolerância nas ruas, se nem a um simples ato de um professor tentando conscientizar os alunos vocês respeitam! O Chasko está de parabéns por tomar a iniciativa de mudar pelo menos o pensamento dessa turma. Pq percebe-se aqui nos comentários que mtos estão bem fora da realidade.

  5. Parabéns pela coragem. Eu imagino os olhares dos alunos e o rumo que a conversa tendeu a tomar por alguns minutos, a dificuldade de ao menos mostrar que o que é dos outros não deveria te incomodar. Lembrem-se que não mundo inteiro teremos os “jagunço” e “rednecks” para tentar criminalizar este tipo de atitude, mas é aos poucos que construímos uma sociedade mais igualitária, não só de gênero.
    As pessoas tem medo do desconhecido e do diferente, não é costume na nossa sociedade, mas o professor mostrou por alguns minutos que na vida só há uma forma de ser feliz: aceitando as pessoas por serem diferentes e felizes assim.

  6. Eu, que vou fazer 41, e a maioria das pessoas da minha faixa de idade, pegaram duas fases. Em 1999, foi lançado o filme Tudo Sobre Minha Mãe, de Almodóvar, que eu adoro. Pessoas no meu trabalho recomendavam o filme, eu assisti, é ótimo.
    Quando eu era criança, a primeira vez que perguntei o que era gay, na verdade outra palavra que usavam, minha mãe falou assim “é homem que gosta de homem”. Simples e direta. Nunca falou nada mal deles ,nem ensinou nenhum tipo de agressão, violência. Meus pais idosos tem muito mais respeito pelas diferenças que esses ‘jovens’ de hoje. E hoje temos essa fase de jovens fascistas, machistas, bolsolixos, evangélicos de araque, sem respeito à diversidade, querendo impor um padrão e um jeito de ser único, sendo que as pessoas não são iguais. Tem muitos que são jovens apenas na idade, mas não tem idéias novas, nem inovadoras, apenas estão presos a um movimento reacionário, ignorante, machista, fascista. É só ver a música que a maioria dos ‘jovens’ de hoje curte no país. A cultura é o reflexo do pensamento limitado.

  7. Será que é por causa disso que estamos lá no buraco negro das avaliações academicas pelo mundo??

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