Há exatos 75 anos, o casal Jardino e Apolônia fizeram seus votos de matrimônio na Igreja Nossa Senhora das Dores de Barra Fria, em Campos Novos (SC).
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No dia 13 de janeiro deste ano, os pombinhos celebraram bodas de diamante. Para eles, o segredo para um relacionamento duradouro é a paixão, sempre alimentada ao longo dos anos.
“Um ainda tem ciúme do outro, um cuida bem do outro, se preocupa muito. Vivem os dois juntos, sempre um cuidando muito do outro. Compartilham tudo, tem companheirismo. Da para dizer que estão vivendo o felizes para sempre”, diz a neta do casal, Mariana Viel.
Jardino, 95 anos, era músico, e costumava tocar acordeon nos bailes da região quando era adolescente. Lá, podia admirar as moças que frequentavam os locais.
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Em um evento, no distante ano de 1944, uma loira de olhos azuis chamou sua atenção. Era Apolônia, atualmente com 94 anos, a mulher por quem se apaixonou e se casou pouco tempo depois.
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Simpatia
Seu Jardino decidiu fazer uma simpatia, que na época era uma tendência, para descobrir se Apolônia realmente era sua alma gêmea – jovem e galanteador, ele tinha outras duas pretendentes.
“Ele plantou dentes de alho que representavam as moças, e na simpatia, aquele que brotasse indicaria a mulher de sua vida”, conta a neta do casal, Mariana Viel.
No dia 24 de junho de 1944, dia de São João, o alho que representava a dona Póla, como é carinhosamente chamada Apolônia, brotou. Depois do acontecimento, o casal começou a namorar e não se separou mais.
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Casados para sempre
Após o casamento, Apolônia, professora de formação, ensinou o esposo a ler e escrever, além de matemática. Jardino, por sua vez, abriu uma fábrica que confeccionava palhas para produção de cigarros, além de revender acordeões e carros Jeep Willys.
Pouco tempo depois, o casal passou a trabalhar junto no Correio de Lacerdópolis (SC), onde ficaram até se aposentar.

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Sete décadas depois…
Jardino e Apolônia celebraram as bodas de diamante no último domingo (12), ao lado dos quatro filhos, sete netos e três bisnetos.
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A comemoração aconteceu na cidade de Ouro (SC) e contou com a presença do frei Émerson José, que lhes abençoou.
“Foi um momento muito bonito ver os filhos, netos reunidos e o casal estava bastante emocionado. Deu para perceber a felicidade deles. Foi a primeira vez que celebrei bodas de 75 anos, essa é uma situação quase rara, foi um presente e uma alegria para mim”, conta o frei Émerson, da Paróquia de Capinzal.

Mariana, neta do casal, agradeceu sorridente a oportunidade de celebrar a data ao lado dos avós, que estão com a saúde excelente. Cinco anos antes, seu avô estava internado no hospital.
O casal atualmente conta com o auxílio diário de duas cuidadoras, que ficam com eles 24 horas por dia, e recebe diariamente a visita dos familiares que mantém o xodó pelos velhinhos. Um amor assim a gente sempre quer por perto, né? ?

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Fonte: G1/Fotos: Mariana Viel/Arquivo Pessoal
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