Quando uma história de amor chega ao fim, quase sempre é motivo de tristeza, de sentimentos confusos como decepção e falha e até de perguntas como “Onde eu errei?” ou “O que aconteceu com a gente?”, não é mesmo? Mas o ex-casal Patrick Schneider, 36 anos, e Scarla-ti Benta, 37 anos, deu uma lição de maturidade para todos nós mostrando que divórcio não é o fim do mundo.
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No começo do ano, Patrick anunciou em seu Instagram o término do seu casamento de 16 anos com a Scarla-ti. Na publicação, ele explica que o amor do casal acabou, mas que ele se transformou em algo maior, feito de respeito e amizade.
O post deixou muitas pessoas surpresas com a maturidade do ex-casal. Conversamos com o Patrick que nos contou um pouco mais sobre a sua história ao lado da ex-esposa e como encararam, de forma tão racional, o rompimento desse ciclo na vida deles.
“Foram mais de 6 mil dias juntos… O principal sentimento que aflora é a gratidão ❣️. Faltam palavras pra agradecer a Deus por ter me dado o privilégio de ter a Scarla-ti como parceira de vida”, diz um trecho da publicação.
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Patrick contou que ele e Scarla-ti criaram uma linda família: tiveram dois filhos, um de 17 e outro de 12 anos. Eles se conheceram em 2001, quando a família da Scarla-ti foi morar no bairro que Patrick morava em Itajaí, Santa Catarina, onde vivem até hoje.
“Curiosamente, quando nos conhecemos, ambos estávamos saindo de relacionamentos intensos, então nos identificamos e nos apoiamos mutuamente. Fomos importantes um para o outro desde o início. Nossa história de amor foi linda e intensa”, ressalta.

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Patrick lembra que os dois eram muito jovens e que, juntos, se tornaram homem e mulher. Hoje, Patrick é jornalista, teólogo e mestrando em Educação, e Scarla-ti se tornou atleta fisiculturista e estuda educação física.
“Nosso relacionamento era perfeito aos olhos de quem nos conhecia. E era mesmo superbacana, era de verdade. A gente se dava muito bem. Lógico que como todos os casais tivemos discussões ao longo dos anos. No início, a imaturidade de ambos nos fez perder tempo. Depois, com o passar dos anos nos tornamos amigos – e há quem não concorde que os casais sejam amigos, mas assim nos fortalecemos e nos preservamos.”

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O divórcio
O jornalista contou que o assunto divórcio foi tomando corpo na medida que perceberam que os seus corações já não batiam mais juntos.
“Nós dois identificamos que o amor havia acabado, e que restaram dois corpos e suas razões administrando situações burocráticas e administrativas de uma família. O amor tinha ido embora. Então, decidimos em comum acordo de nós divorciar”.
Após um ano da decisão, ele afirmou que hoje ambos têm certeza de que foi o certo a fazer.
“Porque tudo foi de verdade e é preciso ser desprendido e consciente o suficiente para entender que o fim também é de verdade. Acabou o casamento, mas não é o fim das nossa vidas”, afirma.

Também conversamos com a Scarla-ti e e ela disse que é sempre um prazer contar a nova história dos dois.
“A gente nunca casa pensando em separar, mas é importante entender que a vida é feita de ciclos. A vida é assim. Então, quando o relacionamento é baseado no respeito, na amizade, entendemos que ciclos ótimos se fecham, pra que os melhores se iniciem”, disse.
Inclusive, o relacionamento dos dois está tão legal que andam até trocando conselhos amorosos!
“Eu contei para ela que estou apaixonado, que tenho alguém, e ela me contou que o coração está intacto, mas tem um crush”, contou rindo.
Maturidade
E sobre a maturidade pela forma que conduziram o divórcio e também pelo texto compartilhado nas redes sociais, Patrick afirmou que também ficou surpreso e feliz com a forma que encararam tudo.
“Vale compartilhar com os outros que o amor nasce e acaba. Não sabemos a fórmula para que o amor não acabe, se é que existe uma, mas o nosso acabou. Mas nós entendemos que nem só de amor existe e persiste um relacionamento. E quando identificamos o fim do amor conjugal, nós nos apropriamos dos outros sentimentos, como o respeito, a empatia, gratidão e o carinho por nossa história e por quem somos graças um ao outro.”
“Essa maturidade acaba refletindo até nos filhos, que entenderam e respeitaram nossa decisão, com a certeza de que nada mudou para eles. Continuamos sendo os mesmos pais responsáveis e amorosos de sempre”, disse Scarla-ti.
E Patrick ainda concluiu com um belo ensinamento.
“A gente perde o companheiro, mas não precisa se colocar num lugar de quem teve amnésia, e se tornar ingrato, ou se tornar desrespeitoso e passar a tratar o ex-companheiro de vida como um estranho. É possível entender que o fim do relacionamento conjugal não significa o fim do relacionamento pessoal. Como a gente costuma dizer, nós ainda nos amamos, mas é outro tipo de amor. Um amor desses não se consegue explicar, só sentir”, contou.
“Tenho a guarda dos meninos, e dividimos os finais de semana. E sempre que possível, saímos todos juntos, porque seremos sempre uma família: unidade, responsável e feliz. Que as próximas gerações entendam que o ‘… até que a morte nos separe’ é só quando a gente morre mesmo“, completou Scarla-ti.
crédito das fotos: Patrick Schneider/Arquivo pessoal
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