Que orgulho desta notícia! Rafaela Salgado Ferreira é uma cientista brasileira de 35 anos, que decidiu investir sua carreira para mudar a realidade das populações carentes. Ela, que dirige o laboratório de modelização molecular e de concepção de medicamentos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem focado suas pesquisas em encontrar tratamentos mais eficientes para a doença de Chagas e a Zika, que afetam as áreas mais pobres do planeta e que por isso, não interessam às grandes indústrias farmacêuticas.
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Estas doenças estão na lista das “doenças tropicais negligenciadas” da Organização Mundial da Saúde (OMS), que inclui a dengue, a esquistossomose, a hanseníase e outros males que matam mais de 500 mil pessoas por ano no mundo.

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Infelizmente, faltam recursos para pesquisas deste porte no Brasil, por isso Rafaela diz que foca seus experimentos no computador, reduzindo consideravelmente a quantidade de experimentos, barateando a pesquisa: “Consigo, dessa forma, reduzir o número de experimentos, o que torna (a pesquisa) muito mais barata”.
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Sua pesquisa é tão importante, que recentemente foi reconhecida, em Paris, onde ganhou o prêmio Rising Talents (“talentos promissores”, em tradução livre) concedido pela Fundação L’Oréal em parceria com a Unesco, agência da ONU para educação, ciência e cultura. A premiação recompensa as 15 melhores jovens cientistas do mundo, ofereceu 15 mil euros para o desenvolvimento da pesquisa de Rafaela, que poderá avançar muito depois deste investimento.
Quando questionada sobre o que inspira sua pesquisa, Rafaela é direta: “Todos deveriam ter direito a receber tratamento para qualquer doença. É importante termos tratamentos para doenças negligenciadas que funcionem melhor e sejam mais seguros. A indústria farmacêutica tem a estratégia de desenvolver tratamentos para populações mais ricas e que devem ser tomados a longo prazo.”

Fonte: BBC
Imagens: Divulgação
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