Uma Comissária de bordo americana viu uma jovem com aparência desgrenhada sentada ao lado de um homem mais velho e bem vestido no avião em que estava trabalhando.
O contraste entre os dois chamou sua atenção da comissária de bordo Shelia Fedrick. A jovem parecia ter entre 14 e 15 anos.
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Fedrick contou à rede americana NBC que a menina “parecia que tinha vivido um inferno” e que o homem não permitia que ela conversasse com a jovem. Desconfiada, ela conseguiu conversar com a menina discretamente. Fedrick pediu para que a adolescente fosse ao banheiro, onde deixou um bilhete perguntando se estava tudo bem com ela.
“Preciso de ajuda”, escreveu a jovem no bilhete. Fedrick descobriu que a adolescente era vítima de tráfico humano. Com o pedido de socorro em mãos, ela comunicou o piloto, que acionou a polícia. A garota foi resgatada pelos policiais assim que o avião pousou.
O caso aconteceu em 2011, num voo da Alaska Airlines, entre Seattle e San Francisco, mas foi divulgado pela imprensa americana esta semana. Segundo a organização National Human Trafficking Hotline, que recebe denúncias do crime por telefone nos Estados Unidos, 7.572 casos foram relatados no país em 2016.
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O site da organização Airline Amassadors lista uma série de sinais de que uma pessoa está sendo vítima de tráfico humano. Um deles é quando a vítima aparenta ter medo de seguranças uniformizados e não ter certeza de qual é seu destino.
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Além disso, a vítima também pode responder a perguntas de uma forma ensaiada e estar usando roupas que não combinam com o clima do lugar para aonde ela está sendo levada.
Já os traficantes, eles podem tentar responder a questões no lugar a vítima, observar seus movimentos atentamente e não saber nome e dados pessoais dela.
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“Dizemos para as pessoas não tentarem resgatá-las, pois você pode colocar a vítima e você mesmo em perigo”, explicou à NBC Nancy Rivard, fundadora da organização.
A Airline Ambassadors aconselha os comissários e comissárias a não enfrentar ninguém ou demonstrar abertamente preocupação ou inquietação. Eles devem fazer o que Fedrick fez: pedir para o piloto informar o aeroporto onde o voo irá pousar.
A jovem salva pela comissária hoje frequenta a universidade, e mantém contato com ela.
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Com informações da BBC / Foto: Divulgação
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