Modesto Sampaio, filho sorridente e humilde de uma família gaúcha, viveu a vida no campo e, em 1986, decidiu se mudar para Mato Grosso do Sul, mais especificamente para o município de Jardim, próximo a Bonito.
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Foi quando comprou um pedaço de terra de uma propriedade e a batizou de Fazenda Alegria. Em suas terras identificou um imenso buraco, uma dolina (ormação geológica resultante do desmoronamento de blocos rochosos).
Os moradores locais já sabiam da existência do local, que outrora fora conhecido como Buraco das Araras, porém, durante muito tempo, o buraco acabou virando um grande lixão. E as araras foram embora.
Com o apoio da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, do Exército e do Corpo de Bombeiros da cidade de Jardim, foram retirados três caminhões de lixo e entulhos do interior do buraco.
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Ao mesmo tempo que faziam essa limpeza, a família começou a recuperar o entorno da área com o replantio de vegetação nativa do Cerrado e preservação da fauna.
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Em 1997, o primeiro casal de araras-vermelhas foi solto. “Era pra elas chamarem as outras de volta”, disse Modesto na época. E a estratégia deu certo. Hoje, cerca de 15 casais de araras vivem lá e outros 20 casais aparecem frequentemente.
“Vi que se não cuidasse daqui, as próximas gerações não iam conhecer esse lugar”, disse Modesto, hoje com 74 anos.
Atualmente, o Buraco das Araras é uma das principais atrações para quem viaja à região de Bonito, com isso, a família largou o ramo de pecuária e vivem de turismo ecológico.
Trinta mamíferos silvestres já foram encontrados dentro da propriedade, como lobinhos, veados e tatus. Além disso, cinco espécies ameaçadas de extinção também habitam a área: tamanduá-bandeira, lobo-guará, jaguatirica, veado-mateiro e anta.
Em 2007, foi criada então a Reserva Particular do Patrimônio Natural Buraco das Araras, tornando os 29 hectares ao redor do local protegidos para sempre.
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Mais recentemente, a família comprou parte das terras ao lado das suas para fazer mais reflorestamento com mata nativa.
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Fonte: Planeta Sustentável
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