Quando Tricia Somers foi informada de que tinha um câncer de fígado terminal, ela logo recorreu à sua enfermeira oncológica e melhor amiga Tricia Seaman para cuidar de seu único filho.
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“Ela se referiu a mim como seu anjo e disse que fui enviada para ajudar ela e seu filho”, disse Seaman, 43 anos. “Somers me disse que a primeira vez que entrei para cuidar dela, ela se sentiu aquecida e em paz. Ela sabia que eu era a pessoa certa para cuidar de Wesley”.
Somers era uma mãe solo dedicada e amorosa de Wesley, na época com 8 anos. Ela e o menino se tornaram parte da família da enfermeira, ao lado de seu marido Dan Seaman e os 4 filhos do casal.

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Infelizmente, a mãe de Wesley faleceu no dia 7 de dezembro de 2014. “Deus planejou isso perfeitamente, havia uma razão para eu ser a enfermeira de Somers”, disse Seaman. “Sinto-me tão abençoada por tê-la conhecido e agora tenho o privilégio de criar seu filho. Ela sempre estará comigo”, completou.
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Seaman, enfermeira há 22 anos, trabalhava no setor de oncologia no Hospital Pinnacle Health Community General em Harrisburg, Pensilvânia, quando conheceu Somers em março de 2014. Ela foi diagnosticada com uma forma rara de câncer de fígado em 2013 e estava se recuperando de um procedimento que acontecera mais cedo naquele dia.
“Eu disse: ‘Uau, será fácil lembrar seu nome porque somos xarás!’”, lembrou a enfermeira. “Nós até compartilhamos as mesmas iniciais, TS (Tricia Somers e Tricia Seaman)”.

As duas mulheres se deram bem imediatamente e Somers se abriu com a enfermeira sobre seu passado difícil e seu medo de morrer.
“Ela era mãe solteira de Wesley e ambos os pais morreram de câncer”, disse. “Ela se mudou para Harrisburg porque foi vítima de violência doméstica e precisava de um novo começo.”
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Desde aquele primeiro encontro, ficou claro que Somers valorizava seu filho mais do que qualquer coisa no mundo.
“Ele estava na frente e no centro de sua vida, ela tinha fotos dele e desenhos que ele fez para ela”, disse Seaman. “Ela estava muito orgulhosa dele, mas também estava muito preocupada com o que aconteceria se ela morresse.”
Seaman não foi designada como enfermeira de Somers novamente, mas ela frequentemente aparecia no quarto da mãe doente para dizer olá e ver como ela estava.

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No último dia de internação, Seaman passou por lá para se despedir – e foi nesse momento que sua vida mudou para sempre.
“Somers tinha acabado de fazer os exames de laboratório e ela se levantou para mim e disse: ‘A biópsia voltou e estou terminal, vou morrer’”, relembrou a enfermeira. “E então ela perguntou se eu e Dan criaríamos Wesley quando ela morresse”.
O que Somers não sabia na época era que Seaman e seu marido estavam tentando adicionar um filho à família “há anos”. A enfermeira deu à luz três de seus quatro filhos por cesariana e os médicos lhe disseram que outra gravidez poderia causar complicações para o bebê. Então, os Seamans procuraram uma criança para adoção.
“Fomos aprovados como pais adotivos em outubro de 2013, mas nada aconteceu”, disse Seaman. “Então, quando Somers disse que queria que eu levasse Wesley, tive emoções muito conflitantes. Isso foi devastador para ela, mas não pudemos deixar de nos perguntar se isso era para ser.”
Seaman pediu a Somers que pensasse cuidadosamente sobre seu pedido, mas a mãe solo sabia que ela havia encontrado uma família perfeita para Wesley.

“A primeira vez que Dan e eu conhecemos Wesley eu me senti muito triste por Tricia, mas, ao mesmo tempo, esperançosa em poder cuidar dele com amor. Ele sempre foi muito adorável – tanto que logo nos apaixonamos por ele.”
As duas famílias começaram a passar cada vez mais tempo juntas. Somers, que estava cada dia mais perto da morte, acabou indo morar com os Seamans.
“Nós nos tornamos uma grande família, saíamos de férias juntos, ficamos muito ligados. Nós cuidamos de Somers em nossa casa até que ela ficou muito doente e foi para a oncologia de internação e depois para uma residência de cuidados paliativos”, disse.
Em 7 de dezembro de 2014, Tricia Somers faleceu.

“A essa altura já tínhamos cuidado da papelada de adoção, Tricia fez um testamento e nos nomeou tutores legais”, disse Seaman. “Nós compartilhamos a custódia legal com o pai biológico de Wesley, que tem permissão para visitas. Eles se veem duas vezes por ano.”
“Estamos todos juntos agora. As crianças chamam um ao outro de irmão e irmã e Wesley se refere a nós como seus pais”, disse a enfermeira.
Wesley agora tem 15 anos e é uma “parte completa da família”.
“Quando Tricia estava partindo, ela realmente me disse: ‘Pare de chorar!’ e eu disse: ‘Não posso evitar, não quero deixar você ir!’”, relembrou Seaman. “Ela então me agradeceu por aceitar Wesley, mas eu disse, ‘Não, não me agradeça, eu que quero te agradecer’”.
“Por fim, eu disse a ela: ‘Porque você mudou minha vida para melhor e Wesley está nas melhores mãos, você nunca terá que se preocupar. Você pode ficar tranquila com tudo”, completou a mãe de 5.
Fonte: Upsocl
Fotos: Tadpole Photography
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