Garoto ignora fome e tenta ajudar pais desempregados em Senador Canedo (GO)

0
2024
Garoto ignora fome e tenta ajudar pais desempregados em Senador Canedo (GO)

David viu os irmãos passarem fome em casa. Foi à uma padaria e ganhou alguns pães amanhecidos para alimentá-los. Apesar da escassez, exercita a solidariedade e divide o pouco que tem com seus amigos. Seus pais estão desempregados e a qualquer momento podem ser despejados.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Aos 10 anos de idade, David precisa lidar com a dureza de uma vida sem fartura. Os pais estão desempregados e, sem dinheiro para pagar o aluguel do barracão onde vivem, serão despejados em breve. Se não bastasse, perdeu um dos três irmãos recentemente, que morreu vítima de uma doença.

A fome rodeia o garoto e sua família a todo tempo. Mas o garoto não desanimou e decidiu fazer algo para mudar isso. David Vasconcelos vive em Senador Canedo (GO), na Região Metropolitana de Goiânia, com os pais e os dois irmãos.

Ele é o filho mais velho e faz questão de ajudar como pode. Ao ver a situação de fome dos irmãos pequenos, encontrou uma maneira de amenizar a situação conseguindo alguns pães amanhecidos na padaria do bairro.

[Matéria continua depois do vídeo abaixo]

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Convidamos cinco mulheres que enfrentaram o câncer de mama para falar sobre suas experiências. Mas elas não sabiam que, durante a gravação do vídeo, seriam surpreendidas. Nesta linda homenagem, as filhas presenteiam suas mães com um sutiã especial (para quem viveu o câncer) acompanhado por uma prótese externa, uma espécie de enchimento que encaixa na lingerie. Assista o vídeo e prepare o lencinho:

“A mulher me dava todo duro, mas mesmo assim eu pegava e partia para meus irmãos e eu comer”, afirma.

Dono de uma voz calma e mansa, David exala uma sabedoria pouco comum para a idade, e exercita todos os dias, apesar das dificuldades, a solidariedade para com seus amigos.

Leia também: Desde os 6 anos, menino cultiva horta no quintal para ajudar crianças com fome

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

“O bolo de R$ 0,50 eu pago e na escola eu topo dividir com meus amigos. Amigo é para isso né, tem vezes que ele divide para mim e tem vez que eu divido com eles”, revela.

Apesar de assumir responsabilidades de gente grande, sua criança interior se revela a todo tempo, quando ele conta, meio tímido, seus desejos e sonhos futuros.

Garoto ignora fome e tenta ajudar pais desempregados em Senador Canedo (GO)
Mesmo com dificuldades, David não tira o sorriso do rosto. Foto: TV Anhanguera / Reprodução

“Tem vez que eu pego lata de manteiga, pego canudo e faço a rodinha de tampa [para montar um carrinho de brinquedo]. Queria ter um carrinho de controle remoto, meu sonho era ter um desse”, afirma.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Ajuda na escola

David estuda numa escola municipal próxima à sua casa. O diretor da instituição, Jesiel Marcos de Souza, conta que conversou com o menino recentemente e descobriu a complicada situação pela qual sua família vive. Decidiu ajudá-los comprando alguns alimentos.

“A clareza, a inteligência dele, a preocupação com a família. Isso é muito comovente. Nós percebemos que não é a condição financeira que faz o caráter, mas a essência. E a essência dele é linda, ele tem uma alma linda”, afirma.

Garoto ignora fome e tenta ajudar pais desempregados em Senador Canedo (GO)
Com apenas 10 anos, garoto ignora as dificuldades e encontra formas de ajudar pais e irmãos em Senador Canedo. Foto: TV Anhanguera / Reprodução

O garoto passa na padaria algumas vezes na semana para buscar os pães amanhecidos. A dona do local, Josiane de Souza Santos, conta que ele é muito querido, e que entende sua situação. “Já passei dificuldade também antes de vir para cá. Não fome, mas dificuldade. Eu sei como que é isso”, relata.

Dificuldades

A família de David saiu do Pará, onde moravam, vindo para Senador Canedo em setembro do ano passado para conseguir tratamento para Emanoel, de 8 anos, que tinha microcefalia e sopro no coração. Infelizmente, a criança morreu na sexta-feira, 3 de maio.

“O que estava prejudicando mais era a cabeça. E ele também estava na UTI, não teve jeito”, diz Erlândia das Dores Cavalcante, mãe do garoto.

Eles viviam com o auxílio-doença do menino, que ajudava a pagar o aluguel do barracão, de R$ 400. No entanto, com o falecimento, o benefício será cortado. Para piorar, a dona do imóvel pediu para eles desocuparem a casa.

Mardônio Lima Vasconcelos, pai de David, fez um apelo em busca de ajuda. “Eu quero um trabalho, uma chance de aprender alguma profissão para sustentar minha família”, clama.

Leia também: Família compra material escolar para irmãos que catavam papelão

Compartilhe o post com seus amigos!

  • Siga o Razões no Instagram aqui.
  • Inscreva-se em nosso canal no Youtube aqui.
  • Curta o Razões no Facebook aqui.

Com informações do G1

Quer ver a sua pauta no Razões? Clique aqui e seja um colaborador do maior site de boas notícias do Brasil.