Adoro ler pequenos relatos de coisas que acontecem conosco no cotidiano e que ganham nossa simpatia imediata, talvez pelo fato de nos identificarmos tão facilmente.
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Surgiu na minha timeline do face um depoimento tão bonito que acho importante dividir com vocês, trata-se de uma situação que a Carolina do Vale passou, no bairro Cidade 2000 (ou só dois mil) em Fortaleza.
Enquanto eu lia, me lembrava da minha infância em Tuntum (Maranhão), e consegui identificar pessoas como o Seu Zé por todo canto, uma lindeza só. Não vou falar muito, apenas leiam:
Cidade 2000, duas horas da tarde. Eu parada numa esquina, observando o movimento da rua enquanto espero o rapaz da xerox terminar o serviço (eterna sina de estudante). Chega um senhor duns 60 e tantos anos, fica se esgueirando por ali, muito encabulado, cabeça baixa olhando o celular. Depois de uns cinco minutos ele se aproxima e fala:
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– Minha fia tem cara de sabida, me ajude aqui. Eu comprei esse aparelho, sabe? A mulher mandou eu comprar, um telefone desses que troca mensagem. Ela mora longe, já quase lá no Piauí, é muito gasto pra ficar ligando. Mas eu não sei olhar negócio de mensagem não, tenho mais consciência pra isso não. E agora eu tô sem saber se ela vem mesmo. Veja aqui pra mim.
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– Me dê, deixe eu olhar. Rapaaaz… (faço um suspense, ele solta uma risada). Tem uma mensagem aqui sim, ela vem, disse que chega sábado. E vem só, os meninos vão ficar lá com a tia (OPA!, ele deixa escapar). E disse que tá com saudade do véi dela (VIXE!, fala e se contorce todo, num riso nervoso). Pois pronto, agora tem que responder, né? O que é que eu digo a ela?
– Diga aí que pode vir, que ela pode vir que eu tô esperando. E dá pra mandar foto nesse bicho aí, dá? Pois mande aí, uma minha. Assim tá bom? (Bota as mãos na cintura e faz a cara mais gaiata do mundo, sem mais nem sinal da timidez de antes).
Mandei, ele agradeceu, me deu um beijo na testa e saiu dizendo: Coisa boa é a pessoa ter sabedoria.
– Coisa boa é ter amor, Seu Zé.
Imediatamente várias pessoas comentaram sobre o singelo acontecimento querendo saber onde é a xerox:
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Ou ainda elogiando o pequeno gesto de grande significado para o Seu Zé:
Teve gente que associou a cena ao filme “Central do Brasil”:
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Muito lindo né? O post foi originalmente publicado aqui.
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