Estudante de 18 anos cria “imã líquido” que retira microplásticos poluentes da água

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Estudante de 18 anos cria

O estudante irlandês Fionn Ferreira, de 18 anos, desenvolveu um tipo de imã que atrai e coleta microplásticos da água. Com sua invenção, o jovem venceu a Feira Internacional de Ciências do Google.

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Desde criança Fionn possui uma forte ligação com a natureza, especialmente com o mundo aquático, já que ele adora praticar caiaque.

Nos passeios que faz pelos rios do sul da Irlanda, o rapaz notou a grande quantidade de plástico, de variados tamanhos, presentes na água e no solo, inclusive no entorno das praias.

Estudante de 18 anos cria "imã líquido" que retira microplásticos poluentes da água

Decidido a fazer algo para mudar esse panorama, Fionn começou a pensar em um protótipo que removesse esses detritos sem prejudicar ainda mais o meio ambiente.

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“Eu estava em nossa praia e vi uma rocha com resíduos de derramamento de óleo e partículas de plástico presas a esse óleo”, disse ele em um vídeo para a Fundação Sopa de Plástico.

“Eu me perguntei por que isso está acontecendo. Descobri que as partículas de plástico são o que chamamos de apolares, e o óleo também é apolar e, então, eles se atraem”, explicou.

Aprofundando um pouco mais no tema, Fionn descobriu o ferrofluido (uma espécie de águ magnética), e combinou-o com óleo vegetal e pó de óxido de ferro magnetizado.

Com esse composto, o jovem criou um “imã líquido” que atrai quaisquer partículas de plástico através do magnetismo.

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“Comecei como um inventor solitário”, disse o irlandês à BBC. “Depois da Feira de Ciências do Google, de repente pude falar com os cientistas – eles me deram crédito pelo que fiz. Minha ideia não era mais um brinquedo inventado por uma criança.”

Ao longo de meses, mais de 5 mil testes foram feitos para comprovar o método de Fionn. Os resultados são animadores: 87% a 93% das partículas são removidas da água.

O protótipo foi apresentado na Google Science Fair de 2019 e conquistou os jurados. Tanto que o rapaz ganhou uma bolsa de US$ 50 mil (R$ 275 mil) para estudar Química na Universidade de Groningen, na Holanda.

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O próximo passo é encaixar o método em um dispositivo conectado a dutos de água domésticos, ou aos canos de uma estação de tratamento de esgoto, permitindo que o ferrofluido limpe continuamente a água que passa por ele. O dispositivo também pode ser instalado em uma máquina que seria montada em barcos.

“Sua invenção, baseada em componentes muito simples, é inovadora. Ele tem um potencial poderoso para fornecer soluções que contribuirão para o esforço mundial de remoção de microplásticos do meio ambiente”, comemorou Larissa Kelly, ex-professora de ciências de Ferreira no Schull Community College.

Saiba mais assistindo ao vídeo abaixo:

 

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Fonte: The Greenest Post
Fotos: Google Science Fair

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