Vitória! Lésbica é a mulher mais votada para o Congresso em eleições no Peru

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Mulher posando para foto com mãos no rosto
Susel Paredes foi a mulher mais votada nas eleições peruanas. Foto: reprodução/Instagram Susel Paredes

Uma candidata lésbica foi a mulher mais votada para o Congresso peruano, em pleito realizado no último dia 11 de abril. Susel Paredes, 57 anos, conquistou 59 mil votos e ficou em quarto lugar entre os parlamentares eleitos.

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Paredes é advogada e tem uma extensa carreira política na luta pelos direitos LGBT+ no Peru. Esta foi a terceira vez em que ela se candidatou ao cargo e a primeira em que efetivamente foi eleita pelo voto popular.

Atualmente, Paredes tem um processo na Justiça peruana para a validação de seu matrimônio com sua esposa, que também é advogada. As duas se casaram nos Estados Unidos, já que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é permitido no Peru.

Mulher com o braço levantado
Susel Paredes tem longa carreira política e de luta pelos direitos LGBT+ no Peru. Foto: reprodução/Instagram Susel Paredes

“Eu sempre brinco que espero que meu casamento dure mais do que meu processo contra o Estado peruano. Minha vida é sobre lutar pelos nossos direitos”, contou Paredes à agência Reuters.

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A agora congressista do Partido Roxo já levou a melhor em seu processo contra o Estado na primeira instância. Durante a batalha pelos seus direitos na segunda instância, Paredes também poderá atuar dentro do sistema político para acabar com preconceitos e estigmas ultrapassados.

“Os grupos perseguidos estão acostumados a avançar em meio à hostilidade. Não são temas fáceis de debater. Veremos como se formará o Congresso e se contamos com aliados.”

Cinco políticos homossexuais chegaram ao poder no Peru

Um dos países mais atrasados nos direitos dos homossexuais na América Latina, o Peru tinha apenas três políticos assumidos eleitos em toda a sua história. Além de Susel, Alejandro Cavero também chegará ao Congresso após o pleito da última semana.

Completam a lista de parlamentares assumidamente gays Carlos Bruce (eleito em 2006, mas se assumiu só em 2014), Alberto Belaunde e Miguel Gonzáles – estes dois últimos, em 2016.


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