Meninas organizam coletivos feministas em escolas de SP

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Quem é da minha geração (nem sou tão velho assim!) ou de gerações anteriores dificilmente viu as colegas de escola discutirem temas como assédio sexual, bulling eletrônico ou a proibição de shorts no colégio.

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Só fui ver mulheres falando sobre esses assuntos na universidade. Mas agora isso tem sido comum em algumas escolas públicas e privadas de São Paulo, como a ETEC Guaracy Silveira e os colégios Móbile e Nossa Senhora das Graças.

Não se tem estatísticas exatas sobre a presença do “feminismo” nas escolas, mas uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo, de 2010, com mais de 2 mil mulheres adolescentes e adultas, mostrou que 40% das meninas entre 14 e 17 anos diziam ser feministas.

Para a antropóloga da UnB (Universidade de Brasília), Débora Diniz, o ambiente escolar leva as meninas a dar um nome para a sua resistência. “A menina se pergunta: por que não posso usar shorts como os meninos? Ou por que o meu cabelo importa tanto se os meninos podem usá-lo curto?”.

Leia toda a matéria no site da Folha de S. Paulo.

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1 COMENTÁRIO

  1. Abrir espaço às futuras mulheres para discutir o porquê da imposição de regras à elas e não aos meninos… é um instrumento poderosíssimo de disseminação da liberdade feminina. Elas passam a questionar… o porquê da imposição, da submissão e já começam a ver que são donas do seu corpo, possuem autonomia em suas decisões…
    Se as leis fossem feitas por mulheres…

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