Pouco após o nascimento de Roni, e a descoberta da síndrome de Down, seus pais ouviram dos médicos que ela talvez nunca fosse andar. Hoje, aos 9 anos, a menina não apenas anda, como dança, esquia e até desfila nas maiores passarelas do mundo!
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Filha de Shelley, 46, e Jon Littman, 49, Roni teve toda a liberdade e apoio para florescer na carreira de modelo. Inclusive, ela já estampou diversas capas de revistas e desfilou em dezenas de passarelas.
Em entrevista ao portal Daily Mail, os pais da garotinha contaram que só descobriram que ela tinha síndrome de Down quando ela nasceu.

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Roni ingressou na carreira de modelo em 2017, pouco depois de fazer 4 aninhos.
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Na época, seus pais já haviam notado a facilidade que a filha tinha para posar em frente às câmeras.
“Ela sempre amou as câmeras e entretia as pessoas com isso, então em 2017, enviamos algumas fotos para a Zebedee Inclusive Talent Agency”, contou Shelley ao portal norte-americano Daily Mail.
De lá pra cá, a mini-modelo chamou a atenção de grandes marcas como a River Island e Asda George, revelando todo o seu potencial nas passarelas.
Ainda assim, para Shelley e o marido, o acolhimento da filha foi surpreendente devido à sua condição, que ainda gera muito estigma e preconceito na sociedade. De toda forma, ela comemora que a Síndrome de Down não impede Roni de alcançar seus próprios sonhos. “Ficamos absolutamente exultantes quando Roni conseguiu o emprego de modelo da Burberry. Estou tão orgulhosa dela — ela superou todas as expectativas”, disse Shelley.
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“Quando ela nasceu, nos disseram que ela pode não ser capaz de andar ou falar. Mas ela desafiou as probabilidades e continua a quebrar limites. Roni conquistou tanto, em tão pouco tempo. Estou muito impressionada com o fato de marcas sofisticadas como a Burberry estarem sendo inclusivas! Essas ações são encorajadoras para outras pessoas com deficiência. Não há razão para que crianças com deficiência não tenham essas coisas também.”
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A Síndrome de Down é desenvolvida quando, durante a multiplicação das células, ocorre uma Trissomia do cromossomo 21, ou seja, durante a multiplicação das células, algumas têm três cromossomos 21. A pediatra Betania Pereira explica que quanto mais células com três cromossomos, maior suporte a pessoa com a Síndrome precisará para se desenvolver. “Principalmente durante a infância. A criança que é bem estimulada, faz fisioterapia, natação, fono, tem uma resposta melhor e é importante que esses estímulos aconteçam desde muito cedo”, diz a pediatra.
No caso de Roni, ela parece ter nascido pronta para as passarelas. Graças a atenção que os pais deram ao seu desenvolvimento, ela nunca teve dificuldades relacionadas a seu desenvolvimento motor. Com pouco mais de um ano já andava e com cinco já sabia esquiar. “Ela começou a andar aos 17 meses e se tornou uma pessoa muito determinada, então não estou surpresa que ela esteja se destacando. Às vezes, pode ser difícil para ela, porque ela leva mais tempo para aprender as coisas, mas nunca desiste. Ela aprendeu a esquiar aos cinco anos e deu tudo de si”, conta Shelley.
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Fonte: Crescer
Fotos: Reprodução / Instagram: @ronilittman_zebedee
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