Em diferentes lugares do mundo, a indústria de instrumentos musicais busca se tornar cada vez mais “verde”. Profissionais e empresas reciclam, reaproveitam e até mudam a matéria-prima usada para fabricar guitarras. No Brasil, isso também é realidade.
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O luthier e músico acreano Lucas Mortari Montysuma viu a oportunidade de unir a paixão, a habilidade e o recurso natural disponível para criar um negócio local sustentável: a Bravos, uma guitarra de madeira tropical certificada.
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Como matéria-prima para construir a guitarra, o músico utiliza os resíduos que seriam descartados pela Agrocortex, empresa certificada pelo FSC®, organização não-governamental e sem fins lucrativos que promove o manejo florestal responsável ao redor do mundo desde 1994.
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“Por mais que pareça uma ideia rústica para alguns, a guitarra, depois de pronta, nos surpreendeu pela sonoridade e beleza. O nosso produto final tem qualidade e singularidade”, enfatiza Lucas.

O músico explica que o objetivo da Bravos é mostrar que é possível mudar os padrões da indústria de instrumentos. Por isso, o profissional buscou, além de utilizar a matéria-prima certificada, também certificar o próprio produto.
“Quando descobri o FSC, percebi que o selo poderia agregar valor aos meus produtos, tanto no mercado nacional quanto internacional”, conta Lucas, que acabou de receber o selo.
A certificadora responsável foi o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e a SR4 Soluções em Certificação Florestal foi a consultoria que ajudou na adequação do processo de fabricação. “Apoiamos toda a cadeia da madeira, de forma que iniciativas como essa possam agregar valor ao manejo florestal comunitário e consequentemente, à floresta comunitária em pé”, comenta André Silveira Rosa, idealizador da SR4.
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Para Aline Tristão, diretora geral do FSC® Brasil, esse tipo de trabalho, que utiliza matéria-prima de baixo impacto ambiental, precisa ser estimulada. “A guitarra Bravos valoriza a madeira nativa e mostra que o manejo florestal responsável contribui para o desenvolvimento da região”, acredita.

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O instrumento artesanal demora, em média, duas semanas passa ser construído, pois tudo é feito a mão e não há linha de produção. O nome Bravos é uma homenagem às tribos indígenas que vivem isoladas no Acre.
Além de ajudar a proteger a Amazônia, a iniciativa oferece uma opção sustentável para os músicos. Os preços das guitarras começam em R$ 3.500,00, dependendo das peças e do acabamento utilizado.
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crédito das fotos: Reprodução
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