Meus pais eram refugiados do Vietnã. E logo depois que nasci, minha mãe foi contratada como empregada doméstica. Ela não suportava deixar sua única filha com uma babá. Então, depois de apenas três dias, ela tentou desistir do emprego.
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Foi quando seus chefes insistiram para que ela me trouxesse ao trabalho. Seus nomes eram Charles e Kathleen Timblin e pelos próximos sete anos eu eu não me sentiria como a filha da ajudante e cresceria em sua casa.
Eles eram um casal de idosos. Nenhum deles tinha filhos. E eu era filha única, então eles se tornaram meus companheiros. Ele tinha uma cadeira, ela tinha uma cadeira. Eu criei um palco em sua sala para apresentações. Íamos ao parque, líamos livros.
“Eu me tornei parte do mundo deles.”

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Nós jantávamos juntos e eles me ouviam falar sem parar. Mas eles nunca gritaram comigo. Eu podia brincar com qualquer coisa da casa. Havia uma grande cadeira de balanço que eu usava o tempo todo, e no meu aniversário de 4 anos eles compraram uma miniatura só para mim.
Por fim, minha mãe economizou dinheiro suficiente para abrir seu próprio negócio. E em seu último dia de trabalho, o casal me disse: ‘Você sempre será bem-vinda nesta casa’. Eu os visitava 3 vezes por ano: no aniversário dele, no aniversário dela e no meu aniversário.
Como presente de formatura, eles me deram um cheque para ajudar na faculdade. O Sr. Timblin me deu um abraço e disse: ‘Só espero poder dançar com você no seu casamento’. Mas a essa altura sua saúde já havia começado a piorar e não demorou muito para que ele falecesse.

Comecei a visitar a Sra. Timblin mais vezes. Eu sempre parava na Blockbuster e escolhia um filme para nós, já que ela só tinha um player de VHS. Mas, infelizmente, só tivemos mais três anos juntos. Seu velório foi feito apenas para parte da sua família, em outra cidade.
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Eu viajei para lá e todos ficaram surpresos com a minha presença. Principalmente quando expliquei que minha mãe trabalhou como ajudante para os Timblins. Ninguém conseguia entender por que eles significavam tanto para mim.
“Foi a primeira vez que me senti uma estranha. E só então percebi o quanto os Timblins fizeram eu sempre me sentir parte do mundo deles.”
Relato traduzido e originalmente publicado da página Humans of New York.
Quer ver mais um vídeo inspirador? Dá o play!
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https://youtu.be/YeXkxTg5Ezc
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