Após ter pulmão destruído pela Covid, empresário realiza 1º transplante bem-sucedido do Brasil

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pai com filho e filha em hospital
Após ter o órgão destruído pela Covid-19, ele ficou quase 3 meses ligado a um pulmão artificial até o transplante. Foto: Folha de S. Paulo

Após ter tido o órgão comprometido pela Covid-19, José Hipólito Correia Costa, 61 anos, comemorará três meses de um transplante de pulmão inédito no país, realizado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

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O procedimento, na verdade, é o segundo realizado com paciente que teve Covid-19 no hospital, porém, sem sucesso no primeiro. Ao redor do mundo, foram realizados cerca de 50 transplantes deste tipo desde o início da pandemia.

Depois de quase sete meses de internação hospitalar e uma fibrose irreversível, com 88 dias ligado à Ecmo, uma espécie de pulmão artificial, o empresário terá alta no próximo dia 14. A cirurgia que salvou sua vida demorou 10 horas e envolveu 7 profissionais.

Para ser priorizado na lista de transplantes, o empresário tinha três fatores a seu favor: ser muito saudável antes da Covid, já que caminhava 15 km diariamente; ter os outros órgãos preservados; e autorizar o transplante, pois foi acordado durante a sedação.

Equipe que operou José

Além de ser a primeira pessoa a passar por um procedimento deste com sucesso no país, José viveu outro momento inédito: ele ficou quase três meses ligado ao pulmão artificial, tempo que nenhum outro paciente do Hospital Albert Einstein tinha ficado.

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médico em corredor hospital
Dr. Marcos Samano, cirurgião torácico que fez parte da equipe. Foto: Keiny Andrade/Folhapress

médico parte de fora hospital
José Eduardo Afonso Junior, pneumologista e coordenador do programa de transplantes do Hospital Albert Einstein. Foto: Keiny Andrade/Folhapress

José foi internado no dia 18 de outubro de 2020, mas, no dia 14 de fevereiro de 2021, às 3h, a melhor notícia chegou: havia um órgão compatível para o empresário no interior paulista.

“Foi quando eu tive a certeza da resposta de todas as nossas orações. Senti a presença de Deus. Nossa gratidão eterna ao doador e seus familiares”, conta Ana, 57, esposa de José.

Fonte: Folha de S. Paulo


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