Meu nome é Guilherme, sou enfermeiro e professor de enfermagem e gostaria de compartilhar um aprendizado sobre capacitismo que me tocou muito enquanto orientava alunos em uma aula de Urgência, Emergência e Trauma.
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Os alunos, cientes da nossa dinâmica de aula, já se preparavam para se debruçarem no manequim e começar a executar as manobras que haviam aprendido. Estavam ansiosos para ‘colocar a mão na massa’.
Porém, durante os preparativos dos materiais, uma aluna chamada Bruna perguntou acanhada: “Professor, o senhor acha que consigo fazer a aula?. Não tinha entendido, até que olhei para ela. Ela não possui o antebraço esquerdo. Respondi: “Claro, eu te ajudo!”
Enquanto não chegava a vez dela e eu orientava outros alunos, comecei a trabalhar em minha cabeça as possibilidades desse propósito que tinha feito. Chegou a hora e a orientei como qualquer aluno, sem distinção, apenas tomei cuidado para que ela se sentisse bem e confiante de que era capaz de fazer aquilo.
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Deu muito certo! Os alunos ficaram animados e começaram a filmar a execução da técnica! Só depois que minha ficha caiu. Naquela noite, fui mais aluno que professor.
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Como ser humano, enfermeiro e professor, tenho o dever moral de passar isso para frente e dizer aos demais, vocês são capazes!
Relato enviado pelo enfermeiro Guilherme Gasparini, da cidade de Santa Gertrudes. No primeiro vídeo, Bruna executa a técnica de ventilação; no segundo, de compressão. Uma verdadeira lição de empatia e força de vontade! ?

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