Genteee, vocês são demais! O Rafael Marciano, 32 anos, foi humilhado por um cliente que não aceitou o atraso da sua encomenda de salgados.
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Criamos uma vaquinha na VOAA para ajudar Rafael no sustento de casa. Em poucas horas, batemos a meta.
Rafael mora em Marília, no interior de São Paulo. Ele é casado e pai de três filhas pequenas. Trabalha como pintor, mas por conta da pandemia, ficou sem serviço.
Ele sempre gostou de cozinhar, então, então decidiu fazer salgados e doces para vender, e não deixar faltar nada em casa, que é alugada.
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Decidimos dobrar a meta para conseguir uma casinha pra família sair do aluguel, e, mais uma vez, atingimos nosso objetivo em poucas horas.
Continue doando, todo o valor a mais será usado para comprar móveis para a casa nova e investido na qualidade de vida da família. Clique aqui e contribua.
Humilhação
Rafael nasceu sem a mão esquerda, ele só pode contar com a mão direita para garantir o sustento da família.
Esse foi o principal motivo para Rafael atrasar a entrega dos 54 salgados que o cliente tinha encomendado. Mas quem disse que o cliente levou isso em conta? Mandou Rafael voltar para casa com os salgados.
“O rapaz pediu 54 salgados. Eram umas 9h da manhã. Eu falei que até às 11h estava pronto. Quando foi 13h é que ficou pronto. Atrasou porque eu tava fazendo pão também. Eu liguei pra ele, falei ‘o salgado tá pronto, posso levar?’, expliquei a situação.”
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“Ele falou, ‘não, rapaz você não sabe fazer nada’. Nossa, o cara me xingou, acabou comigo.”
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Rafael doou salgados para moradores em situação de rua
No mesmo dia, Rafael pegou os salgados e levou para pessoas que moram em situação de rua, algo que ele costuma fazer sempre.
“Eu sempre gosto de fazer pães e salgados e entregar para as pessoas em situação de rua.”
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Rafael vivia com sua esposa e as filhas em Monte Carmelo, cidade mineira do Alto Paranaíba.
“Fiquei em Minas por 12 anos, mas precisei voltar para Marília há dois meses. Vim sem nada. Vendi toda a minha mudança, viemos só com a roupa do corpo e o carro. A casa ainda está sem móveis, mas vamos nos ajeitando com o tempo.”

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Problemas de saúde acompanham Rafael desde que ele nasceu
Rafael nasceu sem o braço esquerdo, resultado de uma malformação desse lado do corpo.
Ele trabalhava como pintor antes da pandemia, mas já tinha sido aconselhado pelo médico a procurar outro trabalho, depois que sofreu um infarto e foi parar na UTI.
“Fiquei internado um bom tempo. O médico disse que precisava parar de vez com a pintura, pois requer muito esforço.”
Novo começo, vaquinha explodiu:
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